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Por que colocar limites é um ato de preservação do afeto?

  • Foto do escritor: Isabella Faria
    Isabella Faria
  • 28 de mar. de 2025
  • 1 min de leitura


Dois marcadores de localização ligados por uma linha sinuosa em fundo branco.

Onde terminam meus direitos e começam os seus? Onde meus sonhos deixam de ser só meus para se tornarem nossos?

Dizer "sim" para o mundo e "não" para si mesmo é uma das formas mais silenciosas de desaparecer.

Crescemos aprendendo que ser boa, gentil e acolhedora significa estar sempre disponível. Fomos ensinadas a moldar as nossas arestas para caber nas expectativas alheias, a engolir palavras para não causar desconforto e a carregar responsabilidades que nunca foram nossas. Criamos a ilusão de que o amor e a aceitação dependem da nossa capacidade de sermos infinitos.

Apesar disso, nosso tempo, nossa energia e nossa saúde mental têm contornos.

É por isso que estabelecer limites não é um ato de egoísmo, isolamento ou hostilidade. Estabelecer limites é, antes de tudo, um ato de sobrevivência e de profunda honestidade. É o desenho que define onde eu termino e onde o outro começa. Sem esse contorno, a gente se dilui no desejo do mundo.

Um relacionamento sem limites é uma bomba-relógio de pequenos silêncios que sufocam o afeto. Dizer claramente o que nos machuca ou o que não podemos cumprir é o jeito mais bonito de preservar o respeito e a verdade entre duas pessoas.

No começo, colocar limites dói. A culpa costuma bater à porta como uma visita inconveniente, sussurrando que estamos sendo ruins ou egoístas. Mas precisamos compreender que essa culpa não é um sinal de erro; é apenas o desconforto de desaprender um padrão de autossacrifício.




 
 

Isabella Faria
PSICÓLOGA  |  CRP 09/21204

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